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Condição dos gatos que vivem na Universidade Federal de Sergipe preocupa


Atualmente, UFS abriga a maior colônia felina do estado

A crescente população de gatos, muitos em situação de abandono, continua nas dependências da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, Grande Aracaju. Há quase um ano, F5 News mostrou a reclamação de estudantes e professores sobre os transtornos gerados pela falta de atenção aos felinos, que muitas vezes atacam quando se sentem ameaçados.


Apesar de alguns grupos tentarem acolhê-los na universidade, oferecendo muitas vezes comida e abrigos improvisados, os animais precisam de cuidados e locais adequados para sua sobrevivência e bem-estar.


A vereadora de Aracaju Kitty Lima (REDE), que também gerencia uma ONG que atende a animais abandonados, afirma que a situação é preocupante. Segundo ela, os gatos que vivem no local não recebem assistência adequada e nada em definitivo está sendo feito para resolver a situação.


“Recebo inúmeros pedidos de ajuda de pessoas que encontram caixas com filhotes de gatos abandonados na UFS, como também filhotes de cachorros. Esse comportamento dificulta a assistência que grupos de protetores desenvolvem na universidade, já que fica difícil fazer o controle populacional. Além disso, quem abandona animais está cometendo um crime, as pessoas precisam ter consciência da responsabilidade criminal que elas têm quando cometem uma atitude absurda dessa”, afirmou Kitty Lima.


Devido ao alto índice populacional de felinos no local, a parlamentar esteve em reunião com o reitor da instituição, Angelo Roberto Antoniolli, e com a comunidade acadêmica com a proposta de fazer um programa de castração dentro da universidade.


“São necessários cuidados contínuos para esses animais que se reproduzem de forma rápida, e a principal medida que deve ser adotada é a castração. Ações dessa natureza já ocorreram de forma pontual, mas um programa fixo ainda não foi adotado pela instituição”, disse a parlamentar.


Atualmente a UFS abriga a maior colônia felina do estado - segundo a instituição são quase 500 gatos espalhados em todo o campus. De acordo com a assessoria da Reitoria, todas as demandas apresentadas, inclusive sobre o programa de castração e de alimentação, serão apreciadas dentro dos limites legais e quem vai dar andamento será a Coordenadoria do Programa Bichos no Campus, da UFS.

Entre as solicitações da comunidade acadêmica estão a necessidade de um local para armazenar rações e espaço para acolher os gatos, inclusive os debilitados, para tratamento de saúde. Na reunião, o reitor se comprometeu ainda a contratar novas câmeras de segurança para o campus a fim de inibir e identificar aqueles que abandonarem novos animais na universidade.

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