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Mulçulmanos

O presente artigo é fruto do trabalho de pesquisa desenvolvido por Vera Lúcia Maia Marques que tem por objetivo mergulhar no universo da religião Islâmica, compreendendo como se dá seu avanço em solo brasileiro, como se desenvolve as relações estabelecidas entre Islâmicos Árabes e Islâmicos convertidos, as fortes tensões que circulam em torno de um país tipicamente plural e culturalmente contrário a cultura islâmica.


O artigo inicia-se com uma apresentação de uma pesquisa, onde 23% da população mundial são praticantes da religião Islâmica. No Brasil, o islamismo ainda é visto de forma raquítica, com várias tensões entre Islâmicos Árabes e Islâmicos convertidos.


Estas tensões são frutos da contra cultura evidenciada entre a cultura islâmica árabe e cultura plural brasileira, surgindo assim, o que a autora chama de crise de identidade.


“As fronteiras definidas pelas especificidades culturais e religiosas reforçam as complexas relações sociais entre os grupos muçulmanos de várias procedências e também entre os grupos de muçulmanos por conversão”, diz a autora do texto.


Esse processo da conversão primeiramente analisa-se, pela mudança da religião herdada de seus pais, como pessoas que foram obrigadas a participar de uma religião sem ter o pertencimento voluntário daquela religião, fato este muito comum no catolicismo, e por outro lado, o Islã ser uma religião que engloba vários setores da vida. Nota-se ainda que, o Islã não anula o respeito a Jesus Cristo, embora seja visto como um dos profetas que por aqui passaram.


Diz o texto que várias pessoas tornaram-se simpatizantes da religião Islâmica mesmo não tendo qualquer ligação com a tradição, em face de estarem desacreditadas de sua própria religião, corroborando por isso, no aumento de adeptos entre pessoas que seguem as tradições de seus pais, e dos “sem religião” que vivem á margem da religião, mas que, vez ou outra se encontram religiosamente.


Ainda que, sob forte tensão por conta das práticas culturais e milenares da religião Islâmica. O Islã tem um lado marcado pelo terrorismo e radicalismo em terras estrangeiras, em solo brasileiro, todavia, encontra espaço para o desenvolvimento de sua crença.


A mídia brasileira tem sido o principal agente propagador do Islamismo no Brasil, seja pelo bem ou pelo mau, a exemplo da novela “o Clone” proporcionou ao povo brasileiro uma melhor visão da religião Islâmica, no eixo Rio/São Paulo, onde a religião mais se desenvolveu, em face da língua e da cultura islâmica presentes.


Vale dizer que são muitas as diferenças entre convertidos e nascidos, enquanto os convertidos visam à religião, os nascidos se reconhecem como Islâmicos, a partir das relações culturais que envolvem vestuários, alimentação e local de nascimento.


Do lado convertido destaque para jovens negros das periferias que estão utilizando a música como forma de divulgação da crença islâmica.


Ao final, destaca a autora que, o Islão não é apenas religião dos Árabes, ou a crença na religião islâmica não é exclusiva dos povos Árabes. É incontroverso que, em sua maioria o islamismo cresce muito mais com convertidos. O texto ainda assevera que, a religião Islâmica supera as questões culturais, adaptando-se aos próprios contextos sociais, e os que se estabeleceram em nosso país terminaram por assimilar nossa cultura.


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