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Aspectos do desenvolvimento da relação entre Religião e espaço público no Brasil

A palavra Polifonia significa termo musical para designar várias melodias que se desenvolvem independentemente, mas dentro da mesma tonalidade. As composições polifônicas têm várias partes simultâneas e harmônicas. As partes são independentes, mas de igual importância. Embora a música polifônica seja primordialmente vocal, o termo também pode aplicar-se a obras instrumentais. Polifonia é uma palavra que vem do grego e que significa de muitas vozes.

Péricles Andrade se apropria da etimologia da palavra polifonia associando-a, á palavra sagrado. Com o objetivo de reverbera as várias formas de manifestações do sagrado no espaço público, sem com isso oferecer nenhum grau de superioridade a nenhuma das religiosidades que serão mencionadas aqui. Guardadas as devidas proporções e implicações manifestadas pelo organizador do compêndio evoluiremos na fecunda relação entre estado/ Igreja e suas tensões no espaço público.

O autor vai buscar em Camurça-2005 a ideia de uma categoria que é transversal a todas as religiões, ou seja, que é parte constitutiva em toda religiosidade no Brasil, entendi Andrade que caridade deveria ser vista como disposição para ajudar o próximo; tendência natural para auxiliar alguém que está numa situação desfavorável; benevolência, piedade.

Todavia não é isso que acontece quando religião e estado se harmonizam em prol de um provável assistencialismo que é nada mais, nada menos que uma poderosa arma de dominação politica.

Expõem Andrade que: o espaço publico tornou-se o local de troca de dadivas entre agentes religiosos e políticos. Observa também que isto se dá por conta da vivencia religiosa do povo brasileiro, pois o estado pode ser de fato laico, mas a vivencia do povo é totalmente religiosa.

A caridade torna-se uma espécie de doutrina viva sendo coletiva em sua expressão, contraria as praticas da bruxaria onde a magia é sempre pratica no isolamento.

Neste sentido as religiões possam por um processo de bricolagem, Católico Espiritas, Umbandistas, Pentecostais, e uns poucos neopentecostais lutam pelo espaço publico com o objetivo de recrutar o maior numero possível de fies para sua denominação. Neste prisma a caridade é substituída por “interesses financeiros, o espaço publico agora passa a ser uma espécie de continuidade das comunidades religiosas.


PORTELLA, Rodrigo. Aspectos do desenvolvimento da relação entre Religião e espaço público no Brasil: Algumas anotações. IN: ANDRADE, Péricles (org.). Polifonia do Sagrado: Pesquisas em Ciências da Religião no Brasil. São Cristóvão: Editora UFS, 2015.

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