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HISTORICIDADE; VERGER, BASTIDE, E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA REORDENAÇÃO DO CANDOMBLÉ DA BAHIA.

RESUMO


O candomblé, em especial tem atraído à atenção de uma variada gama de estudiosos, para não mencionar o fato de que começa a fazer novos a débitos cada vez mais nas camadas, mais letradas, onde sempre se localizou o preconceito. o candomblé já não é mais uma religião só de negros e pobres, o candomblé ao lado de outras correntes espirituais propicia uma contato mais aberto com a cultura popular; Entende-se como culto afro-brasileiro duas correntes principais, o candomblé e a Umbanda, ambas religiões Africanizadas, trazidas pelos negros escravos, para o Brasil.


INTRODUÇÃO


O candomblé, em especial tem atraído a atenção de uma variada gama de estudiosos, para não mencionar o fato de que começa a fazer novos a débitos cada vez mais nas camadas, mais letradas, onde sempre se localizou o preconceito o candomblé já não é mais uma religião só de negros e pobre, o candomblé ao lado de outras correntes espirituais propicia uma contato mais aberto com a cultura popular.


Entende-se como culto afro-brasileiro duas correntes principais, o candomblé e a Umbanda, ambas religiões Africanizadas, trazidas pelos negros escravos, para o Brasil, e aqui cultuada em ambiente natural destaque para Salvador capital da Bahia, carrega sobre si toda sua ancestralidade que ira se fundir ao campo plural religioso aqui encontrado na figura do índio e do branco, como forma de firmamento; aceitação, e resistência passando pelo processo de sincretismo religioso onde encontrará refugio social.


Com a colonização do Brasil, faltaram braços para a lavoura; com isto os proprietários de terras, tentaram subjugar pensando em emprega-lo no trabalho agrícola e domestico; entretanto o índio não se deixou subjugar o que levou os colonizadores, a voltar-se para a África em busca de mão de obra para a lavoura; começa ai um período vergonhoso da historia do Brasil.


Como descreve o poeta Castro Alves” em suas poesias navio negreiro e voes D” África; acredita-se que os primeiros escravos Africanos chegaram ao primeiro mundo já em 1502,provavelmente os primeiros carregamentos de escravos chegaram em cuba em 1512 e no Brasil em 1538, ate que o Brasil aboliu o trafico de escravos em 1866, com mais de três milhões vendidos para a América, Espanha, e cerca de cinco milhões ao Brasil aproximadamente três séculos de exploração ambas vinha da costa ocidental da África.


Era muito cruel o tratamento imposto aos escravos, desde o momento da partida da África como também durante a viagem, nos chamados navios “tumbeiros” a viagem durava cerca de dois meses, os maus tratos continuaram depois para a maioria deles, ate a morte em determinados casos.


Vicentino, Claudio ”historia geral 3.ed.pag.123-13i dicionário Afro-Brasileiro Cacciatore 1ed.1989. pag.89-101. Editora cpad.


O historiador Claudio Vicentino declara que: “ esse negros em sua maioria vieram de três regiões, da Guiné portuguesa, do Golfo da Guiné,(costa da Mina) e de (Angola e Moçambique), os africanos chegaram divididos em dois grupos: Sudaneses, os de Guiné da Mina, e os Bantos(Angola e Moçambique, os da costa da Mina desembarcaram na Bahia, enquanto os demais eram levados para são Luiz do Maranhão ,Recife, Rio de Janeiro, de onde se espalhavam para outras regiões do Brasil como litoral do Pará, Alagoas, minas Gerais, e São Paulo.


A espiritualidade é algo marcante neste povo, a presença do orixá é necessária, como forma de proteção, seu culto a essência é candomblé, o negros se refleti em sua ancestralidade, aqui no Brasil pode-se observar o culto predominantemente no ritual marcado pela presença do dialeto IORUBÀ que pertencia aos sudaneses que dominavam as tribos este culto se estende por toda a América com maior destaque para Cuba e Brasil.


MAIS DE FATO QUEM SÃO OS ORIXAS


De acordo com o dicionário de Cultos Afro- Brasileiro de Olga Caxxiatore, orixás são Divindades intermediarias entre (olorum) deus supremo e os homens; na África era cerca de seiscentos para o Brasil chegaram em torno de cinquenta, e foram reduzidos a 16 na reordenação do panteão, muitos deles são antigos reis, rainhas ,ou heróis divinizados os quais representam as vibrações das forças elementares, da natureza, raios ,trovões, tempestade ,agua, atividades econômicas, com caça e agricultura.


Para uma reordenação este orixás passaram pelo chamado sincretismo religioso que significa união entre santos do candomblé e os santos da igreja católica, exemplos:

IEMANJÁ- NOSSA SENHORA

OGUM- SANTO ANTONIO

OXOSSI – SÃO JORGE

IANSÃ- SANTA BARBARA

OXALÁ- DEUS


audio ”historia geral 3.ed.pag.123-13i dicionário Afro-Brasileiro Cacciatore 1ed.1989. pag.89-101. Editora cpad.


Todo este processo de sincretismo religioso tornou-se necessário para aceitação de uma religião formada a priori por negros e pobres aqui no Brasil Pierre Verger dará uma grande contribuição para uma releitura deste candomblé que para ele constitui-se uma religião importante para se compreender a relação do candomblé com a Bahia no documentário mensageiro de dois mundos declara Verger:, mais de fato quem foi Verger e qual sua contribuição para uma reordenamento deste candomblé Brasileiro.


Pierre Verger levou a carreira de fotógrafo jornalístico. Ao longo da vida, ele viajou os quatro continentes, documentando muitas civilizações que em breve seria apagados pelo progresso. Seus destinos incluídos Tahiti (1933); Estados Unidos, Japão e China (1934 e 1937); Itália , Espanha , Sudão (hoje Mali ), Níger , Alto Volta , Togo e Daomé (atual Benin , 1935), o West Indies ( 1936), México (1937, 1939, e 1957), o Filipinas e Indochina (atual Tailândia , Laos , Camboja e Vietnã , 1938); Guatemala e Equador (1939); Senegal (como um recruta, 1940); Argentina (1941) , Peru e Bolívia (1942 e 1946) e, finalmente, Brasil (1946). Suas fotografias foram publicadas em revistas como Paris-Soir , Daily Mirror (sob o pseudônimo de Mr. Lensman ), Vida e Paris Match .


Na cidade de Salvador, Brasil, ele se apaixonou pelo lugar e pessoas, e decidiu ficar para sempre. Tendo-se tornado interessado na história e cultura local, ele virou de fotógrafo errante a investigador da diáspora Africana nas Américas. Suas viagens posteriores estão focados nesse objetivo: a costa ocidental da África e Paramaribo (1948), Haiti (1949), e Cuba (1957). Depois de estudar o ioruba cultura e suas influências no Brasil , Verger se tornou um iniciado do Candomblé religião, e oficializou seus rituais. Durante uma visita ao Benin , ele foi iniciado em Ifá ( búzios concha adivinhação), tornou-se um babalaô (sacerdote) de Orunmila , e foi rebatizado Fatumbi ("aquele que é renascido pelo Ifá").


As contribuições de Verger a etnografia são incorporados em dezenas de documentos de conferências, artigos de revistas e livros, foram reconhecidos pela Universidade de Sorbonne , o que conferiu-lhe o grau de doutor ( Ciclo 3eme Docteur ) em 1966 - um bom façanha para alguém que abandonou a escola aos 17 anos.


Verger continuou a estudar e documentar seu direito assunto escolhido até sua morte, em Salvador, com a idade de 94. Durante esse tempo, ele tornou-se professor na Universidade Federal da Bahia em 1973, onde foi responsável pela criação do Museu Afro-Brasileiro , em Salvador, e atuou como professor visitante na Universidade de Ifé na Nigéria . A organização sem fins lucrativos Fundação Pierre Verger , em Salvador, que ele estabeleceu para continuar seu trabalho, possui mais de 63 mil fotografias e negativos tomadas até 1973, bem como seus papéis e correspondência.


Porem será em 1946 na Bahia que Verger ira de fato vivenciar grandes experiências como o modo de vida boemia do soteropolitano, sua etnografia estabelece um laço entre África, e Brasil, e será de fato; o ponto de partida de Verger entender que existe aqui no Brasil um pedaço da África ,os negros trazidos de lá chegam aqui como diria “Caetano Veloso sem lenço e sem documentos”; escravizados, vindo em navios! negreiros vão reatar seus laços familiares, no santo, e como forma de resistência, o banzo, quilombo, e as religiões Afros.


Junto a estes negros demostra Verger; que toda sua ancestralidade e vinda da África e ao chegar no Brasil se reordenará em um novo panteão, como no caso de Xangô que mitologicamente é rei na cidade de oiô, percebe-se que há nas religiões de matrizes africanas uma maior oportunidade para abertura de uma dialogo inter-religioso.


Verger é sem duvida um racionalista Francês, que embora alguns de seus leitores entendam que ele não acreditava nos orixás, sua forma de se relacionar com toda a cultura era muito forte, há na vida dele um rompimento com a burguesia francesa, embora suas viagens fossem bancadas pelo instituto de pesquisa, Francês ele não se deixa levar, pelo ilusionismo Francês, muito detalhista em sua etnografia; fará grande amizade com Mãe Senhora de Oxum´ ,que será para ele mais que uma sacerdotisa; será mãe, amiga, companheira, de longas datas e forte intercessoras de sua viagem ao continente Africano; haverá grande troca de conhecimento nesta amizade de um lado um mundo racionalista e do outro uma experiência vivida, onde os Orixás serão a fonte expiradora para ambas as partes.


Mais de fatos quem são os orixás para Verger e mãe Senhora.


Entende Verger que: os Orixás são encantados, Fragmentos da natureza, e quando questionado sobre a incorporação do espirito alega que:, o que acontece é um retorno a nosso estado Natural, as pessoas se libertam de tudo que realmente não te pertence, ele chega a demostrar algumas fotos dos Orixás na África e no Brasil, percebe-se uma diferença nos aspectos culturais, nas dança, nas vestes, e no cerimonial; contudo não podemos negar a total similitude entre as crenças, oposto de certa forma, Verger e , Mãe Senhora já emerge, o Hibridismo Brasileiro ou seja pertence a ala dos ré estruturadores que adaptaram o candomblé.


A Estrutura do povo Brasileiro, ela fará com que Pierri Verger retorne a África, desta vez com a proteção do Orixá; a moda a Brasileira! o etnógrafo leva com sigo uma espécie de patuá que será apresentado lá como um participante do candomblé isto de certa forma traz uma certa alegria ao coração dos nativos Africanos que mesmos chegando aqui em estado lamentável consegui viver e se estabelecer através do santo.


Toda pesquisa de Pierri Verger a principio não tem um caráter comercial, porém através de uma amigo que solicitou a publicação de seus trabalhos ele acaba publicanos sua pesquisa irá ajudar o povo Brasileiro a entender o tamanho da colaboração do povo negro na construção deste pais, neste aspecto Verger é um hermeneuta da cultura Africana; aqui no Brasil será através dele que Vudum, e candomblé, mostraram de fato seus canais de ligação tanto cultural quanto na parte espiritual, e cerimonial.


É sem duvida uma das maiores contribuições de reafirma mento do candomblé na Bahia assim com Verger Roger Bastide em sua obra o candomblé da Bahia traz também grande trabalho etnográfico a acerc do candomblé-


O mensageiro entre dois mundos yutub


Roger Bastide e suas contribuições Etnográficas acerca do candomblé da Bahia.


Objetivando esclarecer o papel do negro junto a formação do povo Brasileiro, e seu pertencimento religioso ligado ao candomblé, Roger Bastide analisa o universo encontrado por este povo que ao chegar na Bahia encontra uma maioria de brancos imigrantes que chegaram ao território Brasileiro com o objetivo de exploração dos recursos naturais; encontram no negro africanista a única forma de sustentar seus prazeres e deleites, o pesquisador verifica que: será preciso analisar o conjuntos de relações para se analisar e entender melhor a contribuição dos negros no campo religioso, e na construção de um pais que será constituído a partir destas relações.


O processo investigativo inicia-se em 1896 sobre forma de artigo, escrito por um jovens sanitarista Nina Rodrigues, figura de extrema importância no campo da pesquisa, devido a sua formação dará ênfase as questões voltadas a sobrevivência do negro frente a um pais colonizado por Português e Espanhóis, que tinham por objetivos explorar todos os recursos aqui existente.


Nina fará deste universo seu campo de pesquisa embora sua escrita seja feita de forma de artigo representa uma grande contribuição no campo da antropologia, seu analise sobre o transe no candomblé por exemplo será tratado de forma patológica e não sociológica, após sua morte Homero Pires fara um compendio de seus artigos intitulado, “OS AFRICANOS NO BRASIL”, inevitavelmente, os escritos trazem sobre si alguns preconceitos de época pois tínhamos um pais totalmente segregado; os escritos de Nina Rodrigues era totalmente Estereotipado, colocando os negros, como uma raça sem condições de ascender e de não poder viver uma vida integrada aquele modelo de sociedade.


O banzo será elemento forte para esta ideia de Nina Rodrigues, devido sua formação analisava o estado psíquico do negro com fragilizado e o que seria o transi nada mais era do que uma histeria social.


Sua tentativa de pesquisa etnográfica se da; de forma positivista, pois no fim do século XIX o positivismo emergia de forma assustadora a ciência se colocava como verdade suprema, reconhece Bastide; que mesmo recheadas de preconceito os, escritos de Nina Rodrigues é sem duvida o melhor ponto de partida para se entender aquele universo social e religioso, de fato seus pesquisados são membros do candomblé isto de certa forma favoreceu seus escritos, pois o tradicionalismo Africano de Gantois se manterá fiel a tradição.


A analise da hierarquia do candomblé é sem duvida a melhor e perfeita contribuição deste autor.


Anos após surgi a figura de Manuel Quirino, um Afrodescendente, pelo menos no aspecto da cor contribui de forma empírica, pois analisa a importância deste negro, excluído e marginalizado, na formação do povo Brasileiro em especial o estado da Bahia; chega a ter seus escritos criticado por tal postura, porém o amor que tinha pelos seus descendentes o fazia melhor para compreender alguns elementos do culto, do rito e dos sacrifícios, não analisados por Nina Rodrigues esta contribuição Alega Bastide é muito mais esclarecedora que a do Padre Etiene Ignace Brasil, conhecido como (Padre Brasil); em sua obra “Le fétichisme des negres du Brésil”, escrito todo em francês e em 1908 traduzido para o português.


Nada traz de novo em relação ao que escreveu Nina declara: (Bastide” pag. 22 candomblé da Bahia), via a religião afrodescendente, como uma mera idolatria, demostrava que desconhecia todo significados dos cerimônias ritualista do candomblé, dai é notável a contribuição de Artur Ramos que de certa forma é também continuador de Nina Rodrigues, porém é totalmente despido de todo preconceito social de época, será em seus escritos que muitos jovens se despertarão a estudar tal temática.


A cerne de nosso trabalho não constitui um re- leitura africanista, como acrescenta Bastide, não que não seja de suma importância entendermos todo este universo porem; evidenciando o processo da diáspora negra, focaremos nossa via de analise em Especial na Bahia de todos os Santos em epigrafe a cidade de salvador berço de chegada do candomblé queto, ijexa , nagô, verificando de que forma esta religião modificou e se reordenou na capital Baiana.


Verificamos ainda o candomblé como uma religião de comunidades, que ira subsistir a todos os infortúnios sociais será na magia do candomblé que o negro africanista se reconhecerá enquanto individuo sendo assim vemos um candomblé de forma livre e totalmente adaptado a realidade de uma Bahia boemia e mitológica, trata-se de uma decodificação de signos, e de fato será em 1944 que Bastide dará um novo rumo as investigações, a cerca do candomblé.


Não desprezando os escritos de Nina Rodrigues, porém encontrando novos caminhos a partir do fenômeno religioso e do pertencimento de cada membro desta religião ,tenta-se entender não de forma filosófica mais sim de forma sócio-cultural, esta relação, verifica-se que é no culto aos orixás que cada negro africano reconheci sua ancestralidade, este processo investigativo não é algo tão simples pois existem segredos no candomblé que não são revelados.


Existe toda uma preocupação, com universo religioso, o medo e a perseguição marcam toda historia desta religião muitas das vezes marginalizadas; porem; o que favoreci este desdobramento é que com o passar do tempo “o candomblé já não é só uma religião de negros declara Bastide” estão associados aos cultos negros, brancos e estrangeiros, é um tremendo Axé babá, este tipo de abordagem ficou inviável para Nina Rodrigues e outros pois ao analisarem o banzo o estado melancólico do negro os levou para o caminho das patologias clinicas.


Outras anomalia encontrada constitui toda forma de abordagem ocidental recheada de preconceito nega toda originalidade dos Bantois impedindo assim que os escritos produzam um apresentação original do candomblé.


Entende Bastide que a Bahia é cenário perfeito para toda esta pesquisa esta terra que irradia magia e mistério, mais será de fato o reino de Daomé e os Bantois que contribuíram de forma autentica e primaz a toda estrutura verifica-se a pureza e originalidade dos candomblés, queto, ijexa, nagô.


O sacrifício significa: parte do cerimonial, que de certa forma não é secreto porem realizado com o menor numero de participantes, a toda uma preocupação como o ritual que envolve derramamento de sangue pois isto causa histeria nos não iniciado, a figura do axogum é importante nesta condução, faltando o axogum, o babaorixá assumi a cerimonia, sendo sacrificado primeiramente um bicho de dois pés para exu e um de quatro pés para o orixá principal; se homem bicho macho se mulher bicho fêmea.


A oferenda é conduzida pelo axogum que após o sacrifício entrega a cozinheira que tem a responsabilidade de preparar todos os alimentos desde os são servidos aos visitantes como também os que serão oferecidos aos orixás os que são oferecidos aos orixas : as moelas fígados coração pés e asas as carnes são servidas aos convidados da festa pois faz parte do rito não matar animal que não se comi, já o sangue, que representa a vida é de direito do orixá, a iabassê fica totalmente voltada para a preparação dos alimentos, varias pratos são preparados para os orixás, toda a ritualista se estrutura de forma harmoniosa.


Apresenta Bastide toda uma metodologia na condução do cerimonial, seja no batismos dos tambores, o padê de exu, a musica, as danças dos orixás, as saudações, os despachos fúnebres, toda esta articulação religiosa constitui a ressignificação do Vodum Africano no chamado candomblé da Bahia, Bastide se mantem longe de uma visão preconceituosa, encarando o mito e rito como sendo algo que perpassa as estruturas humanas; e faz com que este povo se reconheça como povo de santo, para Bastide, isto é possível por conta do espaço encontrado ,ou seja uma Bahia que se revelava cada vez mais Africanizada.


Sobre seus aspectos religiosos, o candomblé ganha forças e invade os Estados Brasileiros chegando ate as principais capitais: no sul como Batuque, no Maranhão a casa de Mina, no Recife Xangó isto acontece como forma de firmamento religioso.


O espaço torna-se sagrado pois uma pedaço da África é deslocada através do oceano os orixás são transportados pelo vento que emerge do continente Africano, conclui “Artur Ramos que este espaço e aberto pelas oferendas a Exu” que tem a responsabilidade de abrir os espaços para a chegada dos orixás tudo isto é estabelecido por olorum deus criador do mundo que governa o cosmo com ajuda dos orixás, caboclo, exus, irês, será o orixá oxalá que irá organizar o panteão; cada orixá tem vários exus a seu comando trata-se de uma estrutura totalmente hierarquizada.


Exu é também aquele que Hage nos caminhos verticais, por isto tem local de destaque no culto no ifá cada (odu) é a palavra dos orixás, ligada a uma relação de subordinação, faz com que orixá e exus mantenham uma relação harmônica.


CONCLUSÃO


Todas as contribuições quer de Verger, Bastide, e Artur Ramos demostra que o candomblé da Bahia se reorganizou sobre os aspectos aqui encontrado quer seja com a religião predominante o catolicismo Romano, ou seja pela crenças dos índios que já habitavam o Brasil, este candomblé de certa forma encontrou na Bahia uma terra fértil para desenvolver seus ritos, e espalhar por todo Brasil esta crença Africana, a capacidade de se reordenar faz do candomblé uma das maiores religiões favorecendo assim o dialogo inter religioso entre as religiões.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS


https://www.estantevirtual.com.br/.../roger-bastide/o-candomble-da-bahia/386275770.


https://www.cineclick.com.br/criticas/verger-mensageiro-entre-dois-mundos



https://www.estantevirtual.com.br/.../olga...cacciatore/dicionario...afro-brasileiros/206...


Pesquisa de campo ao terreiro de Mãe Marinete Situado no Bairro América em Aracaju Sergipe.

Vicentino, Claudio ”historia geral 3.ed.pag.123-13i dicionário Afro-Brasileiro Cacciatore 1ed.1989. pag.89-101. Editora cpad.



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