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A importância do Empoderamento Feminino na Escola



O empoderamento feminino na escola, é uma das medidas capazes de contribuir para o desenvolvimento de mulheres mais preparadas e confiantes, aptas a colaborar com a sociedade para o seu progresso.


Observa-se que o debate sobre a participação da sociedade civil e sobre novas formas de relações sociais na escola nas quais a questão de género deve ser contemplada é uma necessidade na sociedade atual.


A expansão do feminismo e das reflexões sobre os gêneros são movimentos globais que encontram espaço privilegiado em ambientes educacionais. Os debates com crianças e jovens acerca dessas questões são importantes na medida em que oportunizam a conscientização. É preciso aprender desde muito cedo a respeitar as diferenças.


Incentivar as reflexões sobre os gêneros, promover a equidade, estimular a empatia e fortalecer o empoderamento feminino na escola, evitando que meninas se sintam menosprezadas frente a situações machistas, esse incentivo, sem dúvidas, também cabe ao professor.


Se continuar o círculo vicioso que não se rompe na escola, do não vivenciar da cidadania e de não ser adotada a perspectiva de género, provavelmente, estaremos inaugurando um novo coronelismo ou um patriarcalismo do século XXI, que sutilmente discrimina, que provoca e reforça a desigualdade sob o manto da democracia.


De acordo com o dados da pesquisa “#meninapodetudo“, da agência ÉNois, que atua como Escola de Jornalismo. Nela, 77% das entrevistadas de 14 a 24 anos afirmaram que o machismo atrapalha ou já atrapalhou seu desenvolvimento. A cultura machista afeta de forma direta não somente sua educação, como também sua inserção no mercado de trabalho.


O Mestre/Professor, pode contribuir ao reforçar o discurso de que ciências exatas não são somente para meninos, tampouco de que as mulheres só podem ser bem-sucedidas em humanidades. Matemática, Português, Biologia, Química e Artes, entre outras áreas do saber, podem ter alunos e alunas igualmente talentosos essa é uma forma de derrubar estereótipos atribuídos historicamente a gêneros e mostrar que a educação necessita ser igualitária são algumas das funções mais importantes do professor, em qualquer disciplina que lecione.


Além da conscientização sobre a cidadania, durante o período de eleições o profissional de educação pode apresentar um panorama com dados sobre a representatividade feminina em diferentes estratos, também é possível incentivar os alunos a compartilharem histórias que conheçam, como casos de mulheres que admirem, fazendo com que se aproximem ainda mais da questão do empoderamento feminino.


Uma das formas de pautar a reflexão para que os alunos cresçam próximos dela é incluir, desde o Ensino Fundamental, atividades de discussão em sala de aula. É interessante também, que o professor forme equipes mistas, promova a equidade e evidencie a importância da educação física e da prática de esportes na vida de qualquer pessoa, não somente do ponto de vista dos benefícios físicos, mas também como elemento de lazer e de autoestima para cada indivíduo.


Se tratando do incentivo á leitura, Dentre modernistas e autoras contemporâneas, vale destacar a obra de algumas autoras, o professor pode levar para discussão os textos de Carolina de Jesus, Clarice Lispector, Conceição Evaristo, Cora Coralina, Lygia Fagundes Telles, Marina Colasanti e Rachel de Queiroz. Ainda no Brasil, durante a transição para o século 20, é possível citar figuras como Albertina Bertha, Júlia Lopes de Almeida e Narcisa Amália.


A Literatura, bem como a História, apresentam a predominância de escritores homens. Ao darem aulas sobre movimentos literários, por exemplo, professores reforçam, desde o Trovadorismo, histórias escritas sob o viés masculino. Está na hora de mudar isso, a partir do século 19, em se tratando de literatura mundial, surgiram mais autoras que requerem menções.


Resumindo...


Há necessidade de investimento na formação de educadores sensíveis à questão de género nos cursos de formação inicial e em continuidade pois pesquisas mostram que ainda a questão de género é invisível aos olhos dos educadores e das educadoras, apesar de constar das políticas educacionais. A escola ainda cumpre o papel de reforçadora de estereótipos e papéis específicos para ambos os sexos, o que contribui para a desigualdade de género.


O empoderamento feminino na escola promove a consciência e a equidade entre alunos e alunas, sendo fundamental a sua inserção desde o início da trajetória de aprendizado, a fim de que se construa um mundo mais justo e a educação representa a base em que devem ser construídos valores e propostas reflexões para que se ampliem o respeito e a empatia de todos.

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